quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Futebol Clube do Porto

O Futebol Clube do Porto é um dos três maiores clubes portugueses. A história desta agremiação desportiva da cidade do Porto começa em 1893, pela mão de António Nicolau d'Almeida, que funda o então Football Club do Porto. Durante alguns anos este clube viveu sob alguma estagnação, voltando a recuperar a vitalidade a partir de 1906, pela mão de Monteiro da Costa. Mas essa vitalidade não foi o suficiente para, durante vários anos, rivalizar com os clubes grandes da capital. Tudo isso viria a mudar após o 25 de Abril de 1974.

O ano de 1982 marca a chegada de Pinto da Costa à presidência do clube, e com ele chega igualmente uma autêntica revolução que iria alterar o panorama futebolístico nacional. Mas mudanças haviam começado anos antes, quando Pinto da Costa era ainda o chefe do Departamento de Futebol, mais precisamente em 1978. Juntamente com o saudoso José Maria Pedroto, conquistam o Campeonato Nacional, terminando com uma "travessia do deserto" de 19 anos. O Porto passa então a coleccionar títulos a nível interno, e vai adquirindo um novo estatuto, passando de terceiro clube nacional para o grande dominador do futebol português das últimas épocas.

Mas o crescimento do clube não pára e lentamente ele vai adquirindo também estatuto europeu. A década de 80 foi, nesse sentido, a primeira de glória para o clube. Em 1984 atinge a sua primeira final europeia, na já extinta Taça dos Vencedores das Taças. No entanto, o resultado não foi o melhor, tendo perdido 1-2 para a Juventus (Itália), numa final realizada em Basileia. Três anos depois, em 1987, nova final, desta feita na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Desta vez a sorte sorriria ao lado portista que levaria de vencido por 2-1 o Bayern München (Alemanha), numa final realizada em Viena. Mas este ano de ouro não se resumiria a esta conquista, tendo o Porto conquistado ainda a Supertaça Europeia (1-0 em cada uma das duas mãos), frente ao Ajax (Holanda), e também a Taça Intercontinental, vencendo por 1-0 o Peñarol (Uruguai), em Tóquio.

A década de 90 foi igualmente histórica para este clube que consegue um feito até agora único no futebol português, a conquista do pentacampeonato. Isso aconteceu entre os anos de 1995 e 1999.

Mas se o clube terminou o século XX em estado de graça, começaria o século XXI ainda com mais pujança, e marcaria esta década como a melhor de sempre para o clube. O ano era 2003 e o treinador José Mourinho, que chegaria ao clube após um período conturbado para renovar uma equipa que teimava em não vencer títulos. E a aposta que foi feita resultou em cheio pois esta equipa de jovens e desconhecidos talentos surpreendeu Portugal e a Europa. Nesse ano conquistou um triplete ao vencer o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Taça UEFA, o único troféu internacional que faltava ao futebol português, ao derrotar em Sevilha, por 3-2 num jogo emocionante e com necessidade de prolongamento, o Celtic (Escócia). O Porto tornava-se, a partir dessa data, num dos seis clubes europeus a marcar presença nas cinco finais de competições internacionais disputadas entre clubes.

A saga Mourinho continuou no ano seguinte e o Porto voltou a brilhar na Europa. Desta feita na Liga dos Campeões, onde arrebatou o troféu ao Mónaco (França), após uma vitória por 3-0, numa final disputada em Gelsenkirchen. Após essa final, José Mourinho deixaria o clube, mas o Porto ganharia ainda outro troféu internacional, a última edição da Taça Intercontinental, disputada em Tóquio, vencendo o Once Caldas (Colômbia), na marcação de grandes-penalidades.

Dedica-se à prática de diversas modalidades, sendo as mais destacadas: futebol, hóquei em patins, andebol, basquetebol, natação, bilhar e atletismo No futebol possui, entre outros títulos, os seguintes: Campeonatos Nacionais (24), Taças de Portugal (14), Supertaças "Cândido de Oliveira" (16), Campeonatos de Portugal (4) e, a nível internacional, Taça UEFA (1), Liga dos Campeões (2), Supertaça Europeia (1), Taça Intercontinental (2).

Joga futebol em sua casa, o Estádio do Dragão, com capacidade para 52 mil espectadores.

Jogadores Internacionais:

  1. Artur Augusto (avançado), 1 internacionalização
  2. Balbino da Silva (avançado), 1 internacionalização
PS: conforme forem sendo introduzidos novos internacionais no blog, eles serão igualmente introduzidos nesta lista.

domingo, 4 de outubro de 2009

Artur Augusto

De todos os históricos jogadores que representaram a primeira selecção portuguesa de futebol, Artur Augusto teve o condão de ser o único a não pertencer a um clube da capital. Natural de Lisboa, jogava à altura pelo Porto, vindo por isso a tornar-se no 1º internacional deste clube. Antes disso já havia jogado pelo Benfica e jogaria ainda pelo Carcavelinhos.

Avançado por excelência, tinha tendência para descair para a extrema-esquerda. Foi de grande utilidade na conquista por parte do Porto do seu primeiro troféu nacional, o Campeonato de Portugal de 1921/22. Alcançou 1 internacionalização mas, nesse único jogo que disputou pela selecção, teve a honra de fazê-lo ao lado do seu irmão Alberto Augusto.

O único jogo que fez por Portugal foi o de estreia da selecção, que decorreu a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha (derrota 1-3).

Palmarés:

  • 1 Campeonato de Portugal (Porto)

Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ribeiro dos Reis

António Ribeiro dos Reis, nasceu a 10 de Julho de 1896 em Lisboa (†, 03 de Dezembro de 1961).

Outra grande figura de sempre do desporto português e casapiano, tal como o seu companheiro e amigo Cândido de Oliveira (muitos dos grandes desportistas do princípio do século XX eram provenientes desta casa). Foi igualmente futebolista, treinador e jornalista desportivo. Enquanto jogador representou o Benfica durante 13 anos. Era um desportista de mão cheia tendo praticado neste clube futebol e atletismo, conseguindo o feito de ser campeão em ambas modalidades. No futebol, e como avançado, destacava-se mais por ser um batalhador que um génio.

Alcançou 1 internacionalização mas de uma forma que ficaria histórica pois fê-lo no jogo de estreia da selecção, mais uma vez ao lado do seu amigo Cândido de Oliveira. Disse ter tido sorte ao ser um dos escolhidos havendo gente melhor que ele para o lugar, mas não foi sorte o que o arrastou até lá, foi o trabalho. Já aqui demonstraria ser alguém multifacetado pois, para além de jogar, fez ainda a cobertura jornalística do encontro para o «O Sport de Lisboa», jornal para o qual trabalhava, e foi encarregue de ler o discurso oficial aquando do jantar de encerramento.

Mas, se como jogador foi bom, como treinador seria ainda melhor. Pelo Benfica, o grande amor da sua vida, foi um verdadeiro socorrista, sempre pronto a ajudar o clube nos momentos mais difíceis e em que era necessária uma mudança na equipa técnica. E foi numa dessas alturas que haveria de conquistar o seu último título nacional, a Taça de Portugal da época 1952/53, num duelo quase fratricida com o seu amigo de sempre, Cândido de Oliveira, à altura treinador do Porto. E foi com este companheiro de sempre que também alternou funções como seleccionador nacional, exercendo por duas vezes essa função . Foi igualmente com ele que se juntou para fundar o jornal desportivo «A Bola». Os seus caminhos foram-se cruzando ao longo de toda a sua vida.

O único jogo que fez por Portugal foi o de estreia da selecção, que decorreu a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha (derrota 1-3).

Palmarés:


Fonte: www.fpf.pt

domingo, 20 de setembro de 2009

Cândido de Oliveira

Cândido Plácido Fernandes de Oliveira, nasceu a 25 de Setembro de 1897 em Fronteira (†, 25 de Junho de 1958, em Estocolmo).

Este casapiano fez um pouco de tudo no futebol nacional, tornando-se uma das maiores figuras de sempre do desporto português. Foi futebolista, treinador e ainda jornalista desportivo, tendo falecido enquanto cumpria estas funções na cobertura jornalística do Campeonato do Mundo de 1958, a decorrer na Suécia. Enquanto jogador, representou o Benfica e o Casa Pia, sendo um dos melhores médios do seu tempo. No Benfica brilhou ao lado de Ribeiro dos Reis, e deste clube saiu para fundar e jogar no Casa Pia, a sua grande e mais antiga paixão. É já nessa altura, enquanto ganso que atinge o estatuto de internacional. Isso aconteceu por uma única vez (1 internacionalização) mas de uma forma marcante para este jogador, pois foi-lhe concedida a honra de ser o primeiro a envergar a braçadeira de capitão nacional.

Terminada a carreira de jogador, enveredou pela de treinador e também nesta função brilhou, tendo ganho alguns títulos, pelo Sporting (foi ele que descobriu os Cinco Violinos) e treinado ainda clubes como o Benfica, o Porto, a Académica e o Flamengo (tornou-se, desta forma, no primeiro, e até agora único, português a treinar um clube brasileiro). Foi também por diversas vezes seleccionador nacional, e foi nessas funções que conseguiu o primeiro grande êxito da selecção nacional, aquando da sua participação nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928.

Já na sua terceira profissão, a de jornalista, também teve imenso sucesso, tal como aconteceu em tudo aquilo que se propôs realizar. O seu marco como jornalista ficou registado no dia em que decidiu fundar o jornal «A Bola».

O único jogo que fez por Portugal foi o de estreia da selecção, que decorreu a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha (derrota 1-3).

Palmarés:


Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

domingo, 13 de setembro de 2009

Sporting Clube de Portugal

O Sporting Clube de Portugal é um dos três maiores clubes portugueses. Esta agremiação desportiva de Lisboa foi fundada em 1906.

O ano de 1941 foi o de partida para duas décadas gloriosas, as décadas de 40 e 50. Nesse ano ganhou o seu primeiro Campeonato Nacional da Iª Divisão, assim como a sua primeira Taça de Portugal, fazendo igualmente a sua primeira dobradinha. Durante estes 20 anos a equipa leonina venceu um total de 10 Campeonatos Nacionais da Iª Divisão, de entre os quais 4 foram consecutivos, conseguindo assim o primeiro tetracampeonato de um clube português. Se a esse êxitos adicionarmos ainda a conquista de 5 Taças de Portugal, estamos perante duas décadas fantásticas. Este facto é ainda mais valorizado se observarmos que desde esse período e até aos presentes dias, os leões apenas conseguiram conquistar mais 8 campeonatos. Este foi também o período dos famosos "5 violinos" - Peyroteo, Albano, Jesus Correia, Travassos e Vasques - que durou entre os anos de 1946 e 1949. Embora não tenha sido muito o tempo que estiveram juntos, foi o suficiente para durante 3 anos deliciar todos os amantes de futebol com o seu estilo de jogo que funcionava como uma orquestra. Toda esta notoriedade fez com que o Sporting fosse um dos clubes convidados para a primeira edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus (actual Liga dos Campeões), disputada em 1955.

A década seguinte, a de 60, também foi de glória para este clube, que assume agora dimensão europeia. Foi por aqui, pelas competições europeias, que ocorreu outra das páginas de ouro com que se escreve a história deste clube. A competição era a Taça dos Vencedores das Taças e o ano 1964. Neste ano o Sporting ganha o seu único título europeu, numa finalíssima contra o MTK Budapest (Hungria), realizada em Antuérpia, após um primeiro empate 3-3 na final realizada em Bruxelas. O grande destaque desta finalíssima vai para o sportinguista Morais que, com um canto directo, marcou o único golo da partida, naquele que ficou conhecido como "O Cantinho de Morais". O Sporting foi, assim, o único clube a vencer esta competição que mais tarde se fundiu com a Taça UEFA.

Após alguns anos de pouca pujança europeia e de um jejum de 18 anos no campeonato português, o Sporting poderia ter escrito outra página dourada na sua já longa história como clube, quando em 2005, disputou a tão desejada final da Taça UEFA no seu próprio estádio. Mas o sonho rapidamente se transformou em pesadelo quando, após estar a vencer por 1-0, deixou que o CSKA Moskva (Rússia), lhe arrebatasse o troféu, perdendo a partida por 1-3. Fica, no entanto, o registo da participação nessa final.

Dedica-se à prática de diversas modalidades, sendo as mais destacadas: futebol, andebol e atletismo No futebol possui, entre outros títulos, os seguintes: Campeonatos Nacionais (18), Taças de Portugal (15), Supertaças "Cândido de Oliveira" (7), Campeonatos de Portugal (4) e, é claro, uma Taça dos Vencedores das Taças.

Joga futebol em sua casa, o Estádio Alvalade XXI, com capacidade para 52 mil espectadores.

Jogadores Internacionais:

  1. Jorge Vieira (defesa), 17 internacionalizações
  2. João Francisco Maia (médio), 4 internacionalizações
  3. Henrique Portela (médio), 2 internacionalizações
  4. Jaime Gonçalves (avançado), 2 internacionalizações
  5. Joaquim Ferreira (defesa), 2 internacionalizações
  6. Torres Pereira (avançado), 1 internacionalização
  7. Filipe dos Santos (médio), 1 internacionalização
PS: conforme forem sendo introduzidos novos internacionais no blog, eles serão igualmente introduzidos nesta lista.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

João Francisco Maia

João Francisco Maia, nasceu a 24 de Outubro de 1899 em Lisboa.

Foi, juntamente com o seu colega Jorge Vieira, um dos dois jogadores do Sporting que alinharam no primeiro jogo da selecção nacional de futebol. Este médio leonino, entrou para a história da selecção ao apontar um golo no seu último jogo pela selecção que permitiu à selecção portuguesa conquistar a sua primeira vitória. Alcançou 4 internacionalizações pelo Sporting.

Também ao serviço do Sporting viria a fazer história quando o ajudou a vencer o seu primeiro troféu a nível nacional da história deste clube, o Campeonato de Portugal da época 1922/1923, ganho em Faro, numa final disputada contra a Académica.

A sua estreia pela selecção deu-se a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha, no jogo de estreia de Portugal (derrota 1-3).

Despediu-se da mesma a 18 de Junho 1925, em Lisboa, contra a Itália (vitória 1-0), naquela que foi a primeira vitória de sempre da selecção nacional portuguesa de futebol.

Palmarés:


Fonte: Enciclopédia do Desporto

sábado, 5 de setembro de 2009

Vítor Cândido Gonçalves

Vítor Cândido Gonçalves, nasceu a 12 de Abril de 1896 em Lisboa (†, 1965).

Pai do ex-primeiro-ministro general Vasco Gonçalves, foi um médio de destaque tanto do Benfica, como do futebol português, embora tenha começado como ponta-de-lança. Casapiano como muitos outros jogadores que à altura representavam o Benfica, beneficiou da saída de Cândido de Oliveira do clube (para fundar o Casa Pia) para se tornar no capitão dos encarnados. Alcançou 2 internacionalizações pelo Benfica.

A sua estreia pela selecção deu-se a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha, no jogo de estreia de Portugal (derrota 1-3).

Repetiu a presença no jogo seguinte, o seu 2º e da selecção, a 17 de Dezembro de 1922, em Lisboa, novamente contra a Espanha (derrota 1-2). Neste seu jogo de despedida da selecção coube-lhe a honra de levar a braçadeira de capitão.

Palmarés:


Fonte: O BAÚ DOS CROMOS