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segunda-feira, 1 de março de 2010

Raúl Figueiredo "Tamanqueiro"

Raúl Soares Figueiredo, conhecido no mundo do futebol com a alcunha de "Tamanqueiro", nasceu a 22 de Janeiro de 1903 em Lisboa (†, 03 de Dezembro 1941).

Este genial médio, foi a figura de proa de uma equipa que na época de 1923/1924 surpreendeu o país futebolístico ao arrebatar o título de vencedor do Campeonato de Portugal - o Olhanense. Não seria pois de estranhar que na época seguinte fosse chamado a prestar provas ao serviço da selecção nacional, tornando-se num dos dois primeiros internacionais do clube algarvio (o outro seria o seu colega de equipa José Delfim).

Apresentado que estava e de uma forma tão brilhante ao mundo do futebol, não foi de estranhar que no ano seguinte fosse chamado a representar o Benfica. Foi ao serviço do clube lisboeta que participaria na fantástica presença portuguesa nos Jogos Olímpicos de 1928, realizados em Amesterdão (essa era a maior competição da altura a nível de selecções pois ainda não se disputava o Campeonato Mundial). No total conseguiria 9 internacionalizações pelo Benfica.

Terminada essa época regressaria ao Olhanense, clube onde continuaria a acumular chamadas à selecção. Por este clube viria a cumprir um total de 8 internacionalizações o que, juntamente com as conseguidas pelo Benfica, lhe daria um total de 17 internacionalizações.

Jogaria ainda ao mais alto nível ao serviço do Académico do Porto, antes de ingressar noutros clubes de menor dimensão. Terminada a sua grande carreira como futebolista, abraçou a de treinador, uma carreira muito mais modesta que a anterior, até porque a morte o colheu cedo, quando cumpria apenas 38 anos.

A sua estreia pela selecção deu-se a 15 de Maio de 1925, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 0-2).

Despediu-se da mesma a 23 de Fevereiro de 1930, no Porto, contra a França (vitória 2-0).

Palmarés:

  • 1 Campeonato de Portugal (Olhanense)
  • 2 Campeonatos do Algarve (Olhanense)

Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

César de Matos

César de Matos Rodrigues, nasceu a 22 de Fevereiro de 1902 em Lisboa.

Ao longo de muitos anos foram vários e bons os jogadores fornecidos pelo emblema da Cruz de Cristo à selecção. Este excelente médio foi um desses casos. Ao serviço do Belenenses representaria por diversas vezes a selecção, somando um total de 17 internacionalizações. Era um dos imprescindíveis da altura e teve como ponto alto na selecção a presença em todos os jogos da fantástica participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 1928, realizados em Amesterdão (essa era a maior competição da altura a nível de selecções pois ainda não se disputava o Campeonato Mundial). Depois desse feito, faria um intervalo de 4 anos sem realizar qualquer jogo pela selecção, após o qual disputou mais 3 jogos pela mesma.

Ao serviço do Belenenses conquistou alguns títulos. Foi um dos incontestáveis na conquista do seu primeiro troféu nacional, o Campeonato de Portugal de 1926/27, numa final realizada em Lisboa, contra o Vitória de Setúbal (vitória por 3-0). Levantaria novamente este troféu na época 1932/33, contra o Sporting (vitória por 3-1), numa final disputada em Lisboa.

A sua estreia pela selecção deu-se a 15 de Maio de 1925, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 0-2).

Despediu-se da mesma a 02 de Abril de 1933, em Vigo, novamente contra a Espanha (derrota 0-3).

Palmarés:


Fonte: Belenenses Ilustrado

domingo, 20 de dezembro de 2009

Filipe dos Santos

Joaquim Filipe dos Santos, foi outro dos gloriosos que, ao serviço do Sporting, venceu o primeiro troféu a nível nacional da história deste clube, o Campeonato de Portugal da época 1922/1923, ganho em Faro, numa final disputada contra a Académica. Era um médio de grande nível e formava, juntamente com o seu colega Henrique Portela, uma das melhores linhas médias da altura.

Foram os dois chamados a representar as cores de Portugal embora, ao contrário do seu colega que alcançou duas, só tenha alcançado 1 internacionalização, claro está ao serviço do Sporting.

O único jogo que fez por Portugal foi o terceiro jogo da mesma, que decorreu a 16 de Dezembro de 1923, em Sevilha, contra a Espanha (derrota 0-3).

Palmarés:
Fonte: Enciclopédia do Desporto

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Henrique Portela

Henrique Portela foi um médio influente na equipa do Sporting que venceu o seu primeiro troféu a nível nacional, o Campeonato de Portugal da época 1922/1923, ganho em Faro, numa final disputada contra a Académica.

Não foi por isso estranho que, nessa mesma altura, tenha sido chamado a representar as cores de Portugal, tendo alcançado 2 internacionalizações consecutivas ao serviço do Sporting.

A sua estreia pela selecção deu-se aquando do segundo jogo da mesma, a 17 de Dezembro de 1922, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 1-2).

Repetiu a presença no jogo seguinte, o 3º da selecção, a 16 de Dezembro de 1923, em Sevilha, novamente contra a Espanha (derrota 0-3).

Palmarés:
Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

sábado, 14 de novembro de 2009

Fernando Jesus

Há muito pouca informação sobre este médio do Benfica, mas pelo menos fica o registo de que Fernando Jesus alcançou 2 internacionalizações ao serviço deste clube.

A sua estreia pela selecção deu-se aquando do segundo jogo da mesma, a 17 de Dezembro de 1922, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 1-2).

Repetiu a presença no jogo seguinte, o 3º da selecção, a 16 de Dezembro de 1923, em Sevilha, novamente contra a Espanha (derrota 0-3).


Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

domingo, 20 de setembro de 2009

Cândido de Oliveira

Cândido Plácido Fernandes de Oliveira, nasceu a 25 de Setembro de 1897 em Fronteira (†, 25 de Junho de 1958, em Estocolmo).

Este casapiano fez um pouco de tudo no futebol nacional, tornando-se uma das maiores figuras de sempre do desporto português. Foi futebolista, treinador e ainda jornalista desportivo, tendo falecido enquanto cumpria estas funções na cobertura jornalística do Campeonato do Mundo de 1958, a decorrer na Suécia. Enquanto jogador, representou o Benfica e o Casa Pia, sendo um dos melhores médios do seu tempo. No Benfica brilhou ao lado de Ribeiro dos Reis, e deste clube saiu para fundar e jogar no Casa Pia, a sua grande e mais antiga paixão. É já nessa altura, enquanto ganso que atinge o estatuto de internacional. Isso aconteceu por uma única vez (1 internacionalização) mas de uma forma marcante para este jogador, pois foi-lhe concedida a honra de ser o primeiro a envergar a braçadeira de capitão nacional.

Terminada a carreira de jogador, enveredou pela de treinador e também nesta função brilhou, tendo ganho alguns títulos, pelo Sporting (foi ele que descobriu os Cinco Violinos) e treinado ainda clubes como o Benfica, o Porto, a Académica e o Flamengo (tornou-se, desta forma, no primeiro, e até agora único, português a treinar um clube brasileiro). Foi também por diversas vezes seleccionador nacional, e foi nessas funções que conseguiu o primeiro grande êxito da selecção nacional, aquando da sua participação nos Jogos Olímpicos de Amesterdão, em 1928.

Já na sua terceira profissão, a de jornalista, também teve imenso sucesso, tal como aconteceu em tudo aquilo que se propôs realizar. O seu marco como jornalista ficou registado no dia em que decidiu fundar o jornal «A Bola».

O único jogo que fez por Portugal foi o de estreia da selecção, que decorreu a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha (derrota 1-3).

Palmarés:


Fonte: O BAÚ DOS CROMOS

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

João Francisco Maia

João Francisco Maia, nasceu a 24 de Outubro de 1899 em Lisboa.

Foi, juntamente com o seu colega Jorge Vieira, um dos dois jogadores do Sporting que alinharam no primeiro jogo da selecção nacional de futebol. Este médio leonino, entrou para a história da selecção ao apontar um golo no seu último jogo pela selecção que permitiu à selecção portuguesa conquistar a sua primeira vitória. Alcançou 4 internacionalizações pelo Sporting.

Também ao serviço do Sporting viria a fazer história quando o ajudou a vencer o seu primeiro troféu a nível nacional da história deste clube, o Campeonato de Portugal da época 1922/1923, ganho em Faro, numa final disputada contra a Académica.

A sua estreia pela selecção deu-se a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha, no jogo de estreia de Portugal (derrota 1-3).

Despediu-se da mesma a 18 de Junho 1925, em Lisboa, contra a Itália (vitória 1-0), naquela que foi a primeira vitória de sempre da selecção nacional portuguesa de futebol.

Palmarés:


Fonte: Enciclopédia do Desporto

sábado, 5 de setembro de 2009

Vítor Cândido Gonçalves

Vítor Cândido Gonçalves, nasceu a 12 de Abril de 1896 em Lisboa (†, 1965).

Pai do ex-primeiro-ministro general Vasco Gonçalves, foi um médio de destaque tanto do Benfica, como do futebol português, embora tenha começado como ponta-de-lança. Casapiano como muitos outros jogadores que à altura representavam o Benfica, beneficiou da saída de Cândido de Oliveira do clube (para fundar o Casa Pia) para se tornar no capitão dos encarnados. Alcançou 2 internacionalizações pelo Benfica.

A sua estreia pela selecção deu-se a 18 de Dezembro de 1921, em Madrid, contra a Espanha, no jogo de estreia de Portugal (derrota 1-3).

Repetiu a presença no jogo seguinte, o seu 2º e da selecção, a 17 de Dezembro de 1922, em Lisboa, novamente contra a Espanha (derrota 1-2). Neste seu jogo de despedida da selecção coube-lhe a honra de levar a braçadeira de capitão.

Palmarés:


Fonte: O BAÚ DOS CROMOS