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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

César de Matos

César de Matos Rodrigues, nasceu a 22 de Fevereiro de 1902 em Lisboa.

Ao longo de muitos anos foram vários e bons os jogadores fornecidos pelo emblema da Cruz de Cristo à selecção. Este excelente médio foi um desses casos. Ao serviço do Belenenses representaria por diversas vezes a selecção, somando um total de 17 internacionalizações. Era um dos imprescindíveis da altura e teve como ponto alto na selecção a presença em todos os jogos da fantástica participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 1928, realizados em Amesterdão (essa era a maior competição da altura a nível de selecções pois ainda não se disputava o Campeonato Mundial). Depois desse feito, faria um intervalo de 4 anos sem realizar qualquer jogo pela selecção, após o qual disputou mais 3 jogos pela mesma.

Ao serviço do Belenenses conquistou alguns títulos. Foi um dos incontestáveis na conquista do seu primeiro troféu nacional, o Campeonato de Portugal de 1926/27, numa final realizada em Lisboa, contra o Vitória de Setúbal (vitória por 3-0). Levantaria novamente este troféu na época 1932/33, contra o Sporting (vitória por 3-1), numa final disputada em Lisboa.

A sua estreia pela selecção deu-se a 15 de Maio de 1925, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 0-2).

Despediu-se da mesma a 02 de Abril de 1933, em Vigo, novamente contra a Espanha (derrota 0-3).

Palmarés:


Fonte: Belenenses Ilustrado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Augusto Silva

Augusto Silva, nasceu a 22 de Março de 1902 em Lisboa (†, 08 de Janeiro de 1962).

Foi outro dos grandes e históricos jogadores do clube da Cruz de Cristo. Para além do Belenenses representou também o Império mas seria no clube do Restelo que brilharia e ao qual dedicaria toda a sua vida. Este genial defesa seria o primeiro jogador da história a alcançar as duas dezenas de internacionalizações, alcançando ao serviço do clube de Belém um total de 21 internacionalizações, sendo que em oito desses jogos foi o capitão.

Ao serviço do Belenenses conquistou diversos títulos. Foi um dos artífices na conquista do seu primeiro troféu nacional, o Campeonato de Portugal de 1926/27, numa final realizada em Lisboa, contra o Vitória de Setúbal (vitória por 3-0). Voltaria a sair vitorioso nesta prova, na época 1928/29, novamente em Lisboa mas desta vez contra o União de Lisboa (vitória por 2-1). Levantaria este troféu uma terceira vez, na época 1932/33, contra o Sporting (vitória por 3-1), numa final disputada em Lisboa.

Mas a sua sede de vitórias não terminou aqui. Terminada a carreira de jogador, passa a dedicar-se à formação de jogadores no clube do Restelo e mais tarde assume o cargo de treinador. É nessa função que consegue alcançar aquele que é considerado o maior feito da história do Belenenses, a conquista do Campeonato Nacional da Iª Divisão, na época 1945/46.

A sua estreia pela selecção deu-se a 15 de Maio de 1925, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 0-2).

Despediu-se da mesma a 18 de Março de 1934, de novo em Lisboa e novamente contra a Espanha (derrota 1-2), num jogo de apuramento para o Campeonato do Mundo de 1934. Coube-lhe a honra de ser capitão neste seu jogo de despedida.

Palmarés:


Fonte: Belenenses Ilustrado

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Fernando António

Fernando António, nasceu a 30 de Abril de 1899 em Lisboa.

Era um bom avançado e foi um dos companheiros de Alberto Rio na frente de ataque do Belenenses. Viria a repetir este facto na selecção nacional, quando por ela efectuou o seu único jogo e se tornou o 2º internacional de sempre do clube da cruz de Cristo. Alcançou, por isso, somente 1 internacionalização.

Foi um dos indiscutíveis que participou na conquista por parte do Belenenses do seu primeiro troféu nacional, o Campeonato de Portugal de 1926/27, numa final realizada em Lisboa, contra o Vitória de Setúbal (vitória por 3-0). A internacionalização, essa, havia chegado alguns anos antes.

O único jogo que fez por Portugal foi o terceiro jogo da mesma, que decorreu a 16 de Dezembro de 1923, em Sevilha, contra a Espanha (derrota 0-3).

Palmarés:


Fonte: Belenenses Ilustrado

domingo, 29 de novembro de 2009

Clube de Futebol "Os Belenenses"

O Clube de Futebol "Os Belenenses" é uma agremiação desportiva da cidade de Lisboa, fundada em 1919, pela mão de um grupo de jogadores dissidentes do Benfica, de entre os quais se destacou Alberto Rio, o alvo da dissidência deste grupo de futebolistas.

É, para além dos ditos 3 grandes, um dos únicos dois outros clubes que conseguiram ganhar o Campeonato Nacional do escalão maior do futebol português (o outro é o Boavista). Por si só esse facto faria com que fosse considerado um dos grandes do futebol português, mas este clube é muito mais do que isso; para além do grande palmarés que já detém, sobressai também o seu enorme ecletismo e a imensa mística que alimenta todos os seguidores do emblema da cruz de Cristo, que se espalham por todo o país e além fronteiras, facto só conseguido pelos 3 grandes.

Por este clube passaram muitos nomes que fizeram história no futebol e o resultado disso está demonstrado no facto de este ser o quarto clube que mais internacionais forneceu à selecção nacional de futebol ao longo da sua história. Nomes sonantes como aqueles que marcaram a época de ouro da equipa belenense e que ficaram conhecidos como as 3 Torres de Belém: Capela, Vasco e Feliciano. Ou outros jovens futebolistas que faziam a delicia daqueles que os seguiam e que ainda hoje, só de ouvir as histórias da forma como jogavam, nos fazem querer voltar atrás no tempo, à altura em que o futebol se jogava por amor à camisola e muitas vezes com o prejuízo dos próprios futebolistas; nomes como os de Matateu ou do malogrado Pepe (só para referir mais alguns) ficarão para sempre marcados na memória de quem os viu jogar e passarão como lendas às próximas gerações (nas quais me incluo).

O prestígio do Belenenses ficou marcado no momento em que recebeu o convite do Real Madrid, o maior clube do século XX, para ser o seu rival no desafio de inauguração do seu estádio, o Estádio de Chamartin, realizado no dia 14 de Dezembro de 1947. Este foi um grande orgulho e apenas mais um momento glorioso da longa história deste clube.

A nível europeu já esteve presente por dez vezes nas diversas competições europeias (onze se contarmos a Taça Intertoto) e embora sendo sempre eliminado na 1ª ou 2ª eliminatórias, obteve algumas vitórias excelentes contra Barcelona ou Bayer Leverkusen, por exemplo.

Como clube ecléctico que é, dedica-se a vários desportos para além do futebol, tendo desportistas em diversas outras modalidades, sendo as mais destacadas: pólo aquático, natação, râguebi, triatlo, andebol, basquetebol, voleibol e atletismo. No futebol possui, entre outros títulos, os seguintes: Campeonatos Nacionais da Iª Divisão (1), Taças de Portugal (3), Campeonatos de Portugal (3) e Campeonatos Nacionais da IIª Divisão (1).

Joga futebol em sua casa, o Estádio do Restelo, com capacidade para 32 mil espectadores.

Jogadores Internacionais:

  1. Augusto Silva (defesa), 21 internacionalizações
  2. César de Matos (médio), 17 internacionalizações
  3. Alberto Rio (avançado), 2 internacionalizações
  4. Fernando António (avançado), 1 internacionalização
PS: conforme forem sendo introduzidos novos internacionais no blog, eles serão igualmente introduzidos nesta lista.

«Este post é inteiramente dedicado ao meu querido pai que infelizmente já não está entre nós, ele que sempre foi aficionado a quase tudo o que era azul (GD Lagense, FC Famalicão, FC Porto e CF "Os Belenenses"), mas acima de todos eles, era um fiel seguidor do principal emblema da Cruz de Cristo. Para ti, com imensas saudades, onde quer que estejas...»

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Alberto Rio

Alberto Rio, nasceu a 21 de Agosto de 1894 em Lisboa (†, 1979).

Foi um dos polémicos jogadores que passou pelo futebol português, talvez um dos primeiros. Este excelente avançado destacou-se ao serviço do Benfica, onde era a sua maior estrela. Talvez por este crescendo de notabilidade, e tal como acontece com algumas grandes estrelas, começou a incompatibilidade com o seu clube.

Em 1918, protagonizou uma grave crise dentro do Benfica. Foram várias as ameaças de abandono que fez, ameaças essas que concretizou em Fevereiro, após ter deixado de aparecer no clube. De tal forma que, em Junho, foi suspenso por um período de 6 meses, de todas as actividades.

Inconformado pela decisão do clube, decide romper unilateralmente e ingressar no seu grande rival, o Sporting. Existia, no entanto, uma espécie de código de conduta que impedia os jogadores de se transferirem de um grande para outro sem um prévio acordo entre as direcções dos clubes, pelo que esta mudança foi mal vista por alguns elementos do Sporting, e claro está, uma afronta por parte do Benfica.

Sucedeu-se um braço-de-ferro entre os dois clubes que terminou a 7 de Julho de 1918, dia em que após várias tentativas frustradas, finalmente alinhou pelo Sporting. Mas toda a pressão e desgaste que sofreu neste "jogo do empurra" reflectiu-se nas suas exibições e não seria por isso de estranhar que abandonasse o clube de Alvalade no ano seguinte.

Mas Alberto Rio não desistiu e, terminada essa curta passagem pelo Sporting, decide formar um novo clube, o Belenenses, juntamente com um grupo de jogadores que haviam deixado o Benfica, solidários com a sua situação e em sinal de protesto para com a mesma. Foi uma aposta ganha pois o seu nível exibicional voltou ao que era antes e a chamada à Selecção Nacional não foi por isso estranha. Tornou-se, desta forma, no primeiro internacional da equipa do Restelo.

Foi chamado a representar as cores de Portugal por duas vezes, tendo alcançado essas 2 internacionalizações ao serviço do Belenenses.

A sua estreia pela selecção deu-se aquando do segundo jogo da mesma, a 17 de Dezembro de 1922, em Lisboa, contra a Espanha (derrota 1-2).

Repetiu a presença no jogo seguinte, o 3º da selecção, a 16 de Dezembro de 1923, em Sevilha, novamente contra a Espanha (derrota 0-3).


Fonte: Enciclopédia do Desporto